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23/03/2018 - 18:50
Mulheres no Futebol

COM A BANDEIRA NA MÃO, LUIZA REIS INTEGRA QUADROS DA FGF E DA CBF

Mulheres no Futebol

COM A BANDEIRA NA MÃO, LUIZA REIS INTEGRA QUADROS DA FGF E DA CBF

Foi por intermédio de uma parceria da Escola de Educação Física – Esef, da Universidade Federal do RS – UFRGS, que a então universitária Luiza Reis, em 2009, trabalhou como gandula no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. No mesmo ano, a Federação Gaúcha de Futebol abriu inscrições para o curso de arbitragem. Como sempre gostou de futebol, ela não pensou duas vezes e hoje é uma das árbitras assistentes da própria federação e da CBF. O primeiro jogo profissional em que atuou foi Caxias e Aimoré, pelo Campeonato Gaúcho. “Eu estava muito tranquila e preparada para a partida. Foi só mais ou menos na metade do primeiro tempo, quando eu anulei um gol do Caxias porque o jogador havia dominado a bola com a mão, que a ficha caiu”, conta. Ela diz que a concentração para a partida começa no momento em que é escalada e que hoje tudo acontece de forma tranquila.

Com 29 anos e natural de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, Luiza conta que a indicação para a arbitragem da CBF é decorrente do trabalho em dois campeonatos estaduais e da aprovação nas baterias de testes. E que pretende integrar um dia o quadro da Fifa. Luiza conta que se espelha, nas suas decisões, no trabalho da catarinense Neuza Inês Back, também árbitra assistente, que atuou nas Olímpiadas do Rio, no ano passado. “A maior dificuldade para as mulheres é que para trabalharmos em jogos do campeonato brasileiro masculino temos que passar nos testes físicos com índices iguais aos dos homens, o que é bem puxado para nós”, complementa.

Luiza conta que ficou feliz quando leu a notícia sobre a organização do Estadual Feminino pela FGF. Diz que isso, aliado ao Campeonato Brasileiro Feminino Série A2 – a equipe do Grêmio tem participação assegurada e o Internacional disputa vaga com o Náutico no próximo dia 26, em Recife, em fase preliminar e eliminatória da competição – significam novas oportunidades de trabalho. Ela destaca a importância da formação que a Federação realiza a partir de abril, avalia que “cursos para novos árbitros são fundamentais para manutenção e renovação do quadro de árbitros gaúchos”.

Professora de Educação Física, Luiza dá aulas de ginástica artística para crianças em dois locais diferentes e conta que tem apoio dos chefes quando falta ao serviço devido a jogos e testes. Além disso, cursa doutorado em Ciências do Movimento Humano. Diz que é “mais ou menos vaidosa”, mas essa não é uma preocupação nas partidas, “minha prioridade é acertar”, enfatiza. Pergunto se os elogios quanto à aparência física e não ao trabalho atrapalham, mas Luiza diz que ignora. ‘Sempre sigo o lema de que não estou nessa profissão para ser bonita e chamar atenção, estou nela para acertar as decisões e ser justa”. Diz que nunca sofreu preconceito dentro do campo por ser mulher. “Agora da torcida a gente ouve de tudo, né? No geral são coisas engraçadas, às vezes têm alguns que se exaltam um pouco mais”, conta rindo.

 

Izabel Rachelle 

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Foto: Júlio Mello

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