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Luta antirracistaFGF reúne Observadores de Intolerância para alinhamento técnico do Gauchão Superbet 202613 JAN 2026 14:45:00

Evento foi realizado no auditório da FGF | Foto: Luiz Breves/FGF
A Federação Gaúcha de Futebol - FGF deu início, na manhã desta terça-feira (13), às atividades práticas do projeto "Protocolo Zero: Fim de Jogo para o Racismo" para a temporada de 2026. O auditório da entidade foi palco da primeira reunião técnica preparatória com os profissionais que atuarão como Observadores de Intolerância nos jogos do Gauchão Superbet 2026. Realizada em parceria com a Odabá – Associação de Afroempreendedorismo e com o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, a capacitação visa alinhar os procedimentos de monitoramento e combate a atos discriminatórios, reforçando o compromisso do futebol gaúcho com a ética, o respeito e a erradicação do racismo nos gramados.
Estavam presentes no evento o diretor financeiro da FGF, Marcelo Ducati, e membros do departamento de competições. Também participaram a socióloga da Odabá e coordenadora do projeto Protocolo Zero: Fim de jogo para o Racismo, Nina Fola, e o diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho.
A implementação dos Observadores de Intolerância no Gauchão Superbet 2026 consolida uma trajetória de combate ao preconceito iniciada na temporada anterior. Esta será a segunda competição oficial da FGF a contar com essa figura especializada em campo, após a experiência pioneira realizada durante o Gauchão Série A2 de 2025. O sucesso do projeto piloto na Divisão de Acesso serviu como base técnica para a expansão do monitoramento para a elite do futebol gaúcho, permitindo um diagnóstico mais preciso e uma atuação mais ágil diante de eventuais incidentes.
Para Marcelo Carvalho, o balanço de 2025 é positivo e projeta um 2026 de ainda mais rigor e conscientização.
- O papel dos Observadores no ano passado foi muito importante para identificarmos algumas questões que sempre surgem quando existe um caso de racismo, desde a identificação do autor, acolhimento à vítima, até a responsabilidade do árbitro e da Federação. O caminho que estamos trilhando fortalece para que as pessoas entendam o seu papel. O racismo não pode mais estar presente em um campo de futebol. O combate é responsabilidade de cada um de nós - destacou Marcelo.
Durante o encontro, a socióloga e consultora Nina Fola apresentou diversos exemplos teóricos e cenários práticos, permitindo que os observadores visualizassem situações reais de conflito e estivessem preparados para agir com precisão e segurança na identificação de injúrias raciais e outras formas de intolerância nos estádios.
- Trouxemos jogadas estratégicas para treinarmos o pensamento e a subjetividade dos Observadores de Intolerância. O treinamento possibilita que as ideias do Protocolo Zero avancem - finalizou Nina.
Com a conclusão desta etapa de alinhamento, os Observadores de Intolerância já estarão em atividade nos estádios a partir da próxima rodada do Gauchão Superbet 2026. A presença desses profissionais garante que o "Protocolo Zero: Fim de Jogo para o Racismo" esteja plenamente operacional, monitorando as arquibancadas e o entorno dos gramados para assegurar que o futebol gaúcho seja um ambiente de celebração, respeito e absoluta tolerância zero contra qualquer tipo de discriminação.
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