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  • Medicina Esportiva
    Edição de agosto do projeto Informes em Saúde trata sobre a importância da respiração nasal

    18 AGO 2026 17:00:00



    A Comissão de Medicina e Saúde da Federação Gaúcha de Futebol - FGF
    lançou mais uma edição do projeto "Informes em Saúde", iniciativa que visa atualizar os profissionais envolvidos com o futebol profissional no Rio Grande do Sul com dicas de saúde e estudos na área. O tema "respiração nasal" é tratado com o objetivo de alertar sobre a importância de respirar pelo nariz para a saúde das pessoas.

    Coordenado pelo professor Paulo C. Petry, Doutor em Epidemiologia, o projeto da FGF tem a missão de compartilhar conhecimentos e novidades da medicina com clubes filiados, atletas e público em geral. O artigo a seguir tem a consultoria do Dr. Carlos Brinckmann, Médico Otorrinolaringologista, Mestre em Ciências Médicas e Especialista em reabilitação da respiração nasal.

    A fisiologia humana é intrinsecamente projetada para a
    respiração nasal. Desde os primeiros instantes de vida, o recém-nascido manifesta um instinto biológico mandatório para a via nasal, de modo que qualquer intercorrência que comprometa essa passagem representa um risco imediato à sobrevivência.

    A via bucal é um mecanismo de emergência usado pelo corpo, em situações anômalas. Assim, a respiração bucal nunca é considerada o padrão ideal, ela é temporariamente aceitável durante quadros de anormalidades ou em momentos de alta demanda física.

    Embora o senso comum e o ensino básico limitem a função do nariz ao aquecimento, umidificação e filtragem do ar, a rinologia moderna e a fisiologia respiratória revelam um espectro muito mais amplo e complexo de fenômenos fisiológicos associados à via nasal.

    Definir o nariz apenas como um "filtro", como os professores ensinam nas escolas, é uma simplificação que oculta processos vitais para o equilíbrio sistêmico, pouco lembrados, ou conhecidos, até mesmo entre profissionais da saúde. É inconcebível que estes profissionais limitem as funções nasais ao condicionamento do ar inspirado. A manutenção da homeostase do organismo está diretamente vinculada à dinâmica respiratória nasal.

    Um dos pilares dessa eficiência é a produção e o aporte de óxido nítrico (NO) nas cavidades nasais. Este gás atua como um potente vasodilatador pulmonar, otimizando a relação ventilação-perfusão e aumentando a captação de oxigênio no sangue.

    Esse "desaprender" não é um evento isolado, mas uma confluência de fatores ambientais, culturais e, sobretudo, anatômicos, que transformaram o Homo sapiens no respirador mais ineficiente do reino animal. A gênese desse problema é estrutural. Enquanto nossos ancestrais exibiam mandíbulas largas, palatos planos e arcadas dentárias perfeitamente alinhadas, o crânio do homem moderno apresenta sinais claros de uma involução morfológica.

    Confira o Informe na íntegra:

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