
Evento foi realizado no auditório da FGF | Foto: Leonardo Fister/FGF
A Federação Gaúcha de Futebol - FGF sediou um evento de Letramento Básico Antirracista para atletas e coordenadores das categorias de base masculinas e femininas dos clubes que estão disputando a Liga de Desenvolvimento 2025. O encontro foi organizado pela Confederação Brasileira de Futebol - CBF e tinha como objetivo fomentar a conscientização das jogadoras e jogadores da importância do combate ao racismo.
Representando a FGF, estavam presentes o secretário-geral, Mauro Rocha, o diretor financeiro, Marcelo Ducati, e o diretor de segurança e ouvidor geral de competições, Rogério Stumpf Pereira Junior. Também participaram a socióloga da Odabá - Associação de Afroempreendedorismo e coordenadora do projeto Protocolo Zero: Fim de Jogo para o Racismo, Nina Fola, o diretor-executivo do Observatório Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, e o procurador do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul - MPT-RS, Bernardo Mata Schuch, além de colaboradores da FGF, atletas, membros de comissões técnicas e coordenadores das categorias de base femininas e masculinas.
Durante o evento, atletas, membros de comissões técnicas e coordenadores das categorias de base assistiram apresentações, vídeos e participaram de dinâmicas que abordavam temas como racismo estrutural, história, sociologia e desempenho esportivo. O diretor-executivo do Observatório Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, falou sobre a necessidade do trabalho de conscientização da nova geração e da importância do espaço disponibilizado pelas federações e clubes para falar sobre o combate ao racismo.
– Este trabalho é de suma importância, pois estamos formando uma nova geração. Se pensarmos nas jogadoras e jogadores que denunciam e falam sobre racismo, são atletas da nova geração. Então, precisamos trabalhar muito na conscientização e na educação desses jovens. Além disso, o auxílio das federações e dos clubes é fundamental. Essas entidades são potencias enormes, que conseguem dialogar com todas as classes sociais. Quando elas falam sobre racismo, o torcedor está ouvindo. Portanto, é de suma importância que as entidades abram as portas e promovam ações como essa – afirmou Marcelo Carvalho.
A socióloga da Odabá e coordenadora do projeto Protocolo Zero, Nina Fola, também salientou a relevância de debater o tema com os jovens atletas.
– Trazer a conscientização sobre este tema desde o momento da formação é importante, pois desde cedo eles precisam aprender sobre a necessidade de combater o racismo. Fico muito feliz de poder conversar com estes adolescentes, pois eles vão levar a nossa mensagem adiante e nos ajudar a construir uma sociedade mais inclusiva e diversa – finalizou Nina.